Ultimato de Washington aumenta o risco no Estreito de Ormuz
Estados Unidos – Donald Trump fixou para as 20h (horário do leste dos EUA) o prazo final para que Teerã aceite um cessar-fogo, ameaçando “apagar” infraestruturas iranianas e intensificando a tensão que já paralisa um quinto do comércio mundial de petróleo.
- Em resumo: Brent oscila acima de US$ 110 com investidores precificando possível corte de oferta.
Bombardeios e prazos apertados alimentam clima de guerra
Enquanto aviões dos EUA e de Israel miraram a Ilha de Kharg, principal hub de exportação de petróleo do Irã, mísseis iranianos cruzaram o Golfo Pérsico, segundo apuração da Reuters. Trump também sinalizou que pontes e usinas podem ser destruídas caso o regime não recue.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser recuperada”, publicou o presidente norte-americano em sua rede social na última terça-feira (7).
Mercados globais sentem o baque: combustível e inflação no radar
No front econômico, cada centavo acima de US$ 100 no barril adiciona pressão inflacionária às principais economias. Em 2019, conflito semelhante no mesmo corredor marítimo chegou a elevar o Brent em 15% em poucas horas. Agora, com o fluxo quase zerado no Estreito de Ormuz — passagem estratégica para cerca de 20% do petróleo e GNL mundiais — analistas temem que os preços nas bombas voltem a romper recordes nos EUA e exportem inflação para emergentes como o Brasil.
O Fundo Monetário Internacional calcula que um salto adicional de 10 dólares no barril pode subtrair até 0,2 ponto percentual do PIB global em 12 meses, agravando a já delicada desaceleração pós-pandemia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Casa Branca