Serviços de saúde 24h e hotelaria elevam preço dos empreendimentos sênior
Naara Longevity Residences — Em plena zona nobre de São Paulo, projetos de senior living passaram a cobrar até R$ 28,5 mil por metro quadrado, mirando um público 60+ que quer conforto de hotel e suporte médico sem abrir mão de autonomia.
- Em resumo: primeira torre já tem 45% das unidades vendidas a um custo 15% acima do mercado tradicional.
Demanda prateada acelera novas torres em Higienópolis
O Naara Higienópolis, parceria entre Tecnisa e Naara, trará 106 apartamentos e atendimento de emergência 24 h, enquanto a Vitacon prepara 510 estúdios de 30 m² com consultoria do Hospital Albert Einstein. A ofensiva antecipa a virada demográfica prevista pelo IBGE: idosos representarão 38% dos brasileiros em 2070. Em um mercado que movimentou US$ 70 bi nos EUA em 2025, segundo a Bloomberg, o Brasil começa a testar a mesma fórmula.
O Censo de 2022 já registra 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, ou 15,8% da população; em 1980, eram 6,1%.
Por que isso mexe com o bolso do investidor imobiliário
A Selic em trajetória de queda torna renda fixa menos atraente e reacende o apetite por ativos reais. Ao mesmo tempo, famílias menores contratam cuidadores ou buscam residências assistidas, abrindo um nicho premium com margem elevada. Especialistas preveem que a taxa de vacância seja inferior à média residencial, pois a procura tende a crescer junto com a longevidade e a necessidade de serviços integrados.
Investidores de peso já aportaram capital: só a família Ometto injetou R$ 60 milhões na Naara via Rio das Pedras. Para quem aplica em fundos imobiliários, o avanço desse modelo pode gerar novos FIIs especializados, ampliando a diversificação do setor.
O que você acha? O senior living premium será a próxima fronteira dos FIIs ou ainda enfrenta altas barreiras culturais? Para acompanhar outras análises sobre o mercado imobiliário, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Tecnisa