Plano promete aliviar contas antes das eleições e limitar risco em jogos digitais
Governo Federal — Em fase final de ajustes, o Executivo pretende aportar recursos no Fundo Garantidor de Operações (FGO) para reduzir juros na renegociação de dívidas de pessoas físicas e pequenas empresas, ao mesmo tempo em que estuda bloquear plataformas de apostas online para participantes do programa, conforme fontes ligadas às negociações.
- Em resumo: União deve usar garantias públicas e R$ 10,5 bi de “dinheiro esquecido” para destravar crédito mais barato.
Garantia estatal pode baixar custo do crédito
O Ministério da Fazenda calcula que o reforço ao FGO viabilizará taxas menores do que as praticadas hoje, replicando parte do modelo do Desenrola, que renegociou R$ 53 bilhões entre 2023 e 2024, segundo dados da Reuters. A medida, porém, terá impacto direto no resultado fiscal, tema sensível em meio às recentes pressões de gasto.
Comprometimento da renda familiar com dívidas alcançou 29,3% em janeiro — recorde da série histórica iniciada em 2011 pelo Banco Central.
Contexto macro: Selic alta e endividamento recorde
Com a Selic estacionada em 11,75% desde março e a inflação comportada, o governo vê na inadimplência um entrave ao consumo. Só no Sistema Valores a Receber, R$ 10,5 bilhões aguardam resgate; parte desse montante pode abastecer o FGO sem elevação de impostos. Há, ainda, avaliação de liberar FGTS para abater débitos, mas sem decisão final.
O Executivo também discute limitar acesso a bets para quem aderir ao programa, após identificar relação crescente entre apostas esportivas e endividamento familiar. Caso avance, a restrição funcionaria como contrapartida comportamental, estratégia semelhante à adotada em programas de refinanciamento em países europeus.
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Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay