Fluxo estrangeiro turbina simultaneamente petroleiras e ações ligadas a juros
Ibovespa – Impulsionado por compras internacionais, o índice avançou 1,5% e fechou nos inéditos 195 mil pontos nesta quinta-feira (9), mesmo sob a ameaça de novo choque no Estreito de Ormuz que elevou o Brent a quase US$ 100.
- Em resumo: guerra encarece petróleo, mas aposta em corte de juros cria “trade duplo” que sustenta a Bolsa.
Como o rali do petróleo convive com o “trade de alívio”
O bloqueio parcial do Estreito mantém o prêmio de risco sobre o barril, favorecendo Petrobras e demais petroleiras que respondem por 16% do índice. Ao mesmo tempo, sinais de um cessar-fogo mais duradouro abriram espaço para apostas em queda de juros, levando papéis de varejo e construção a avançarem. Segundo a Reuters, o Brent tocou US$ 99,40 pela manhã, antes de perder força com rumores diplomáticos.
“Mais de 80% das ações operam acima da média móvel de 200 dias, sinalizando continuidade do fluxo estrangeiro”, destaca Pedro Moreira, da One Investimentos.
Selic no radar: quem ganha se a trégua finalmente sair
Se o encontro entre EUA e Irã, previsto para sábado em Islamabad, render avanços, o petróleo tende a recuar, abrindo margem para cortes adicionais da Selic. Setores sensíveis a crédito – construtoras, small caps e varejo – podem herdar a liderança, enquanto a Petrobras perderia tração. No mercado de DIs, o contrato para jan/27 já cedeu de 13,96% para 13,93% ao ano, antecipando esse cenário mais benigno.
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