Fluxo estrangeiro, juros altos e petróleo caro empurram o câmbio para novos pisos
Dólar – A moeda norte-americana desabou para R$ 5,06, menor cotação desde 9 de abril de 2024, reforçando a percepção de que o real pode buscar os R$ 5,00 caso o apetite por risco global se mantenha.
- Em resumo: trégua no Oriente Médio e diferencial de juros no Brasil aceleram a fuga de investidores do dólar para ativos locais.
Por que a queda ganhou velocidade agora?
A combinação de cessar-fogo entre EUA e Irã, alta de commodities e Selic ainda em dois dígitos alimentou compras de real, segundo levantamento da agência Reuters. O movimento ocorre enquanto o índice DXY recua e emergentes voltam ao radar dos gestores.
“Com fluxo estrangeiro robusto e petróleo sustentado, o real pode testar níveis abaixo de R$ 5,00”, avalia Paula Zogbi, estrategista da Nomad.
O que pode frear – ou aprofundar – a desvalorização do dólar?
Apesar da queda de quase 8% desde o pico de R$ 5,50 no ano, analistas alertam que qualquer reprecificação nos Treasuries ou nova escalada geopolítica pode devolver pressão compradora à divisa. Por outro lado, a Selic em 10,75% ao ano mantém o carry trade vivo, enquanto contas externas saudáveis — superávit comercial de US$ 13,9 bi no 1º trimestre — reforçam a tese de fortalecimento do real.
O que você acha? A moeda rompe os R$ 5,00 ou a janela de oportunidade vai se fechar? Para mais análises sobre câmbio e mercado, visite nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: REUTERS / Amanda Perobelli