Mercados globais digerem tensão em Ormuz e leitura de inflação
Ibovespa — Depois de fechar a quinta-feira em 195.129,25 pontos, o maior nível da história, o principal índice da B3 volta aos holofotes nesta sexta, enquanto investidores monitoram o fechamento do Estreito de Ormuz e os números de preços no Brasil e nos EUA.
- Em resumo: Recorde do índice brasileiro, dólar vendido a R$ 5,063 e juros futuros sem direção única.
Recorde coloca Bolsa no radar de fluxo estrangeiro
Com ganho semanal de 3,76% e valorização de 21,10% em 2026, o Ibovespa reacende o debate sobre entrada de capital externo. Segundo dados compilados pela Reuters, fundos globais voltaram a alocar recursos em mercados emergentes após o anúncio de cessar-fogo entre EUA e Irã.
Ontem, o índice saltou 1,52%, rompendo pela primeira vez os 195 mil pontos, com volume financeiro de R$ 37,5 bilhões.
Inflação sob teste e impacto nos contratos de DI
O alívio nos preços do petróleo — Brent a US$ 95,56, queda de 0,34% — ajuda a conter pressões inflacionárias de curto prazo, mas o mercado local ainda absorve o IPCA e a ata do Fed que será divulgada à tarde. No curva de juros, os contratos para 2029 recuaram a 13,305%, enquanto o DI1F27 encerrou a 13,920%, refletindo apostas divergentes sobre o ritmo de cortes da Selic.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3