Perícia mais rígida exige laudos atualizados; saiba o que mudou
INSS – Com o avanço dos diagnósticos de síndrome do pânico, o órgão reforçou que, a partir de 2026, só aprovará benefícios mediante prova incontestável de incapacidade laborativa, um filtro que pode afetar diretamente o fluxo de caixa de milhares de famílias.
- Em resumo: sem laudo médico detalhado e evidências das crises, o auxílio-doença ou a aposentadoria por invalidez dificilmente saem.
Laudos, carência e qualidade de segurado: requisitos essenciais
Para pleitear o auxílio-doença ou a aposentadoria por invalidez, o segurado deve cumprir três pilares: estar afastado por mais de 15 dias, ter no mínimo 12 contribuições e apresentar documentos emitidos há, no máximo, 90 dias. O laudo precisa detalhar o CID F41.0, medicamentos utilizados e justificar por que as crises impedem o trabalho, conforme orienta o G1 Economia.
Organização Mundial da Saúde projeta que entre 10% e 12% dos brasileiros lidarão com transtornos de ansiedade severos até 2026, pressionando a Previdência Social.
Por que 2026 pode ser decisivo para pedidos ligados à saúde mental
Especialistas observam que o pico de estresse pós-pandemia, somado ao encarecimento do crédito e à inflação resiliente, eleva o risco de afastamentos prolongados por pânico. Em 2025, o governo federal já destinou R$ 9,4 bilhões a benefícios por incapacidade temporária; a expectativa é de alta de 6% em 2026 se a fila de perícias não for digitalizada por completo.
Além disso, a Reforma da Previdência de 2019 fixou cálculo mais rígido do valor do benefício: a média salarial agora considera todas as contribuições, reduzindo o montante final para quem teve períodos de remuneração baixa. Por isso, um erro de preenchimento no CNIS pode custar até 20% da renda mensal.
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Crédito da imagem: Divulgação / INSS