Desinvestimento busca fôlego de caixa e parceiros estratégicos
Brava Energia – Em movimento estratégico recente, a petroleira independente contratou o Bradesco para conduzir a venda de participações em seus campos terrestres e marítimos, passo crucial para reforçar o caixa em meio à volatilidade do petróleo e à pressão por retorno dos acionistas.
- Em resumo: ativos em Potiguar, Atlanta e Papa Terra já estão em data room para potenciais compradores.
Carteira à venda envolve três bacias de alto potencial
Fontes próximas ao processo afirmam que a companhia disponibilizou dados técnicos de seus blocos onshore na bacia Potiguar e dos campos offshore de Atlanta e Papa Terra. Segundo apuração da Bloomberg, ainda não está definido se o desinvestimento será total ou parcial, abrindo espaço para a entrada de novos sócios operacionais.
Os campos da Brava produziram 74.247 barris de petróleo por dia em março, volume chave para a receita operacional da empresa.
Por que a pressa? Desempenho inferior e cenário de juros mais altos
A companhia, formada em 2024 após fusão de US$ 1,2 bilhão entre 3R e Enauta, acumula retorno de 26% no ano, bem abaixo de rivais como Prio (57%) e Petrobras (55%). Com o Brent orbitando US$ 85 e o custo de capital elevando-se após a última decisão do Banco Central de manter a Selic em 10,50%, reduzir alavancagem tornou-se prioridade para atrair investidores e financiar o plano de perfuração de quatro novos poços ainda em 2026.
O anúncio também ocorre meses depois de a Agência Nacional do Petróleo suspender temporariamente operações na bacia Potiguar para auditoria de segurança, episódio que pressionou o fluxo de caixa. Desde então, a companhia vendeu 50% de ativos de gás natural em Guamaré à PetroReconcavo — sinal de que a estratégia de giro de portfólio já está em curso.
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Crédito da imagem: Divulgação / Brava Energia