Da planície ao Pacífico: a jornada que revive a era de ouro dos trilhos
Amtrak – A companhia norte-americana voltou aos holofotes após o California Zephyr completar, recentemente, o trecho de 3.924 km entre Chicago e Emeryville em 51 horas, cruzando um túnel de 8,1 km sob as Montanhas Rochosas e reforçando o apelo do turismo ferroviário no pós-pandemia.
- Em resumo: túnel Moffat corta o James Peak no Colorado e garante a travessia mais alta e fria da rota, sem atrasos por neve.
Túnel Moffat: o atalho de engenharia que economiza horas
Inaugurado em 1928, o corredor subterrâneo a 2.815 m de altitude eliminou curvas íngremes e reduziu em 6 horas o tempo de viagem sobre a serra. Segundo a Reuters, parte dos US$ 66 bilhões do pacote de infraestrutura aprovado em Washington destina-se justamente a modernizar túneis históricos como o Moffat, garantindo segurança e menor emissão de carbono.
O California Zephyr percorre sete estados em pouco mais de dois dias, mantendo média de 80 km/h mesmo em trechos a -15 °C, graças às locomotivas GE Genesis projetadas para alta aderência em declives de 2,4 %.
Impacto econômico: turismo on-board e desenvolvimento regional
Com tarifas a partir de US$ 152 no assento reclinável e até US$ 1.152 na cabine para dois, a rota injeta receita em pequenas cidades de Iowa, Nebraska e Utah. Dados da American Public Transportation Association mostram que cada dólar gasto em passagens gera US$ 4 em atividade local – de hotéis a restaurantes próximos às estações.
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Crédito da imagem: Divulgação / Amtrak