Pesquisa da FGV Ibre revela aceleração do impacto desde 2023
FGV Ibre – Levantamento recente mostra que jovens de 18 a 29 anos nos setores mais expostos à inteligência artificial têm hoje quase 5% menos probabilidade de conquistar emprego, pressionando salários iniciais e ameaçando a formação de futuros profissionais.
- Em resumo: IA já substitui tarefas de entrada e comprime vagas júnior em informação, comunicação e finanças.
Jovens em informação e finanças lideram a perda de vagas
Funções que antes funcionavam como “porta de entrada” — criação de planilhas, resumos executivos e tratamento de dados — agora são executadas por robôs como ChatGPT, Claude e Gemini. Segundo especialistas citados pela Reuters, a automação avançou mais rápido do que a adoção do computador ou da internet, pressionando o mercado de trabalho numa velocidade sem precedentes.
Dados da PNAD Contínua do IBGE indicam retração de quase 5% na chance de contratação para jovens desde o fim de 2022, enquanto trabalhadores acima de 30 anos pouco sentiram o choque.
Formação profissional sob risco e efeitos macroeconômicos
A perda de vagas iniciais ameaça criar um “vazio de competências” no médio prazo. Sem experiência prática, a futura geração de gestores pode encontrar barreiras para desenvolver habilidades decisórias. O alerta coincide com a taxa de desemprego juvenil que beira 16% no Brasil, ante média geral de 7,9% registrada pelo IBGE em 2024, agravando perspectivas de consumo e arrecadação.
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Crédito da imagem: Marc Mueller / Pexels