Ferramentas ganham espaço do caixa à sala de diretoria
Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) – Levantamento recente indica que a inteligência artificial deixou de ser um luxo de grandes redes e passou a conduzir decisões estratégicas que protegem margem e fluxo de caixa no varejo brasileiro.
- Em resumo: apenas 14,7 % das lojas já usam IA, mas 51 % veem potencial claro para turbinar vendas.
Do chatbot ao algoritmo de previsão de vendas
Até pouco tempo, a implantação começava e terminava no atendimento virtual. Agora, soluções “plug and play” ligadas ao ERP cruzam histórico de venda, custo e tributação para sugerir o melhor preço em segundos. Em relatório citado pela Reuters, 24 % dos varejistas globais já permitem que a IA tome decisões autônomas.
Quatro em cada dez empresários acreditam que a tecnologia será decisiva para a competitividade de suas lojas nos próximos anos, mostra a pesquisa da CNDL feita em junho e julho de 2025.
Por que acelerar a adoção protege a margem em 2026
Com juros ainda elevados e consumo moderado, cada ponto de eficiência vale ouro. Modelos preditivos reduzem ruptura de estoque e evitam capital parado, enquanto algoritmos de precificação dinâmica neutralizam aumentos de custo sem espantar o cliente. Em ciclos anteriores de aperto monetário, varejistas que investiram em automação preservaram até 3 p.p. extras de margem bruta, segundo dados históricos da B3.
O que você acha? Sua loja já decidiu quanto vale investir em IA ou ainda espera a tecnologia baratear? Para acompanhar cases e análises do setor, visite nossa editoria de Negócios.
Crédito da imagem: Divulgação / CNDL