Rali dos títulos públicos reacende disputa entre prazos curtos e longos
Anbima – Dados coletados até 13 de abril apontam que a queda dos juros futuros garantiu retorno acima de 1% em apenas duas semanas para fundos soberanos de duração alta, ofuscando o CDI no curto prazo e reacendendo o debate sobre timing de entrada na renda fixa.
- Em resumo: carteiras longas em títulos públicos já entregam 1,08% no mês, contra 0,43% do CDI.
Duration longa lidera ganhos após alívio na curva
A expectativa de acordo entre Estados Unidos e Irã derrubou as taxas de Treasuries e contaminou a curva doméstica, reduzindo prêmios dos papéis mais longos. Segundo levantamento da Reuters, contratos de DI para 2035 recuaram mais de 40 pontos-base na última quinzena, impulsionando as cotas dos fundos soberanos.
Fundos “Duração Alta Soberano” acumulam 4,45% no ano e 1,08% só em abril, mostram números da Anbima/Banco Central.
Impacto na carteira e na próxima decisão do Copom
Com a inflação corrente pressionada por petróleo, parte do mercado ainda projeta Selic estável nas próximas reuniões. Mesmo assim, o juro real de NTN-B curtas segue acima de 7%, patamar historicamente raro. Analistas lembram que movimentos de resgate em crédito privado podem ampliar a volatilidade, mas também abrir janelas de compra para quem busca prêmios elevados sem alongar demais o prazo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash