Floradas exclusivas viram ativo premium e aquecem receitas rurais capixabas
Mercado apícola capixaba – A recente diversificação de floradas no Espírito Santo vem transformando o mel em artigo de maior valor agregado, ampliando margens para produtores e chamando atenção de distribuidores especializados.
- Em resumo: méis escuros e densos, como o de aroeira, são os que mais atraem ágio no atacado.
Do café à aroeira: florada decide cor, sabor e preço de venda
Entre os rótulos regionais, destacam-se cinco perfis: o mel de capuchinha (suave e translúcido), o silvestre (florada mista), o de café (acidez marcante), o de laranja (coloração âmbar) e o de aroeira (intenso e escuro). Segundo o apicultor Arno Wieringa, o lote mais denso, rico em sais minerais, costuma negociar a preços superiores ao mel claro, reflexo de uma demanda por produtos funcionais, tendência já apontada em análise da Reuters sobre o mercado global de mel premium.
“O papel mais importante da abelha é a fecundação das flores, a polinização. Sem esses insetos, grande parte da produção de flores e frutos simplesmente não existiria”, reforça Wieringa.
Potencial de exportação pode turbinar renda rural e diversificar portfólio do Estado
Além do consumo interno, o perfil diferenciado dos méis capixabas abre espaço para nichos de exportação — especialmente para mercados que buscam rastreabilidade de origem e alto teor de minerais. O timing parece favorável: o dólar valorizado amplia competitividade externa enquanto programas de incentivo à bioeconomia, como o Plano Safra, ampliam linhas de crédito específicas para a apicultura.
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Crédito da imagem: Reprodução / TV Gazeta