Alerta presidencial coloca em xeque pedidos de restituição bilionária
Casa Branca – Em entrevista à CNBC, Donald Trump avisou que “vai lembrar” das companhias que acionarem o novo sistema de reembolso das tarifas importadas, instaurado nesta semana. O aviso expõe empresas a um dilema: recuperar parte dos cash flows ou preservar a relação política com Washington.
- Em resumo: reembolsos podem chegar a US$ 166 bilhões, mas o presidente sinaliza retaliação informal a quem pedir o dinheiro de volta.
Sistema CAPE já soma 76% dos créditos elegíveis
Batizado de CAPE, o portal da Alfândega e Proteção de Fronteiras consolida os pagamentos em um único depósito eletrônico, inclusive com juros. De acordo com dados citados pela Reuters, 56.497 importadores completaram o cadastro, somando US$ 127 bilhões – 76% do montante apto à devolução.
Até 53 milhões de remessas foram alvo das tarifas, afetando mais de 330 mil importadores em todo o país.
Por que a restituição virou risco reputacional
O Suprema Corte anulou as tarifas em fevereiro, alegando abuso de poder executivo, mas deixou aberta a via para as empresas buscarem ressarcimento. A retórica de Trump agora adiciona incerteza num ano em que o PIB dos EUA perde fôlego com juros elevados do Fed e tensões geopolíticas pressionam cadeias de suprimento. Especialistas lembram que, em 2018, companhias que desafiaram o então presidente sofreram atrasos regulatórios, mostrando que o “custo político” é real.
No médio prazo, o retorno de até US$ 166 bi aliviaria balanços, fortalecendo margins em setores de consumo e tecnologia, mas pode alimentar gasto corporativo e, indiretamente, a inflação – um ponto de atenção para investidores.
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