Como cinco ações de alto yield podem turbinar sua renda passiva agora
Rico Investimentos divulgou recentemente uma simulação que mostra quanto o investidor precisa desembolsar hoje para receber R$ 1.000 por mês em dividendos, usando papéis com retorno anual de até 17,34%.
- Em resumo: apenas R$ 69.204 em Cury (CURY3) já atingem a meta de R$ 1.000 mensais.
Cury lidera; Marcopolo e Cyrela seguem no páreo
Segundo a analista Maria Giulia Figueiredo, a conta considerou o dividend yield acumulado nos últimos 12 meses e as cotações do primeiro pregão de abril. Na prática, seriam necessárias 2.734 ações da Cury, avaliadas em R$ 25,31 cada, para chegar ao fluxo sonhado. Já quem prefere o setor de ônibus encontraria na Marcopolo 12.816 papéis (a R$ 6,22) para o mesmo resultado, exigindo R$ 79.712.
Os cinco papéis selecionados – Cury, Cyrela, Allos, Itaúsa e Marcopolo – exibem yields entre 11,42% e 17,34%, superando a Selic de 14,75% ao ano.
Especialistas lembram que dividendos não são garantidos; dependem do lucro futuro e da política de distribuição de cada companhia. Mesmo assim, historicamente, ações com bom fluxo de caixa mantêm pagamentos consistentes, ponto reforçado por relatórios da Reuters.
Renda fixa paga 7,5% real, mas ações oferecem escalada de lucro
O investidor hoje encontra no Tesouro IPCA+ um prêmio real de até 7,5% ao ano, nível que pressiona a Bolsa. A diferença é que o cupom do título fica travado, enquanto o dividendo pode crescer com a empresa – fenômeno visto nos últimos ciclos de alta do setor imobiliário e financeiro. O próprio Banco Central, em ata recente, atribuiu à política monetária restritiva a migração parcial de recursos para a renda fixa, mas frisou que “ativos de risco voltam ao radar quando há perspectiva de queda dos juros”.
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