Aposta ousada desafia avanço das fabricantes elétricas locais
Nissan – Depois de perder fôlego nos Estados Unidos e no Japão, a montadora japonesa traçou um plano agressivo para o maior mercado automotivo do mundo, mirando vendas de 1 milhão de unidades por ano na China até 2030 e, a partir daí, exportar até 300 mil veículos fabricados em solo chinês para América Latina, Sudeste Asiático e Oriente Médio.
- Em resumo: estratégia usa fábricas chinesas como plataforma global e promete cinco modelos novos em 12 meses.
Fábricas chinesas viram hub mundial
O roteiro foi detalhado no Salão do Automóvel de Pequim por Stephen Ma, chefe de operações na região. Segundo dados apurados pela Bloomberg, as vendas locais da Nissan cresceram 4,5 % no segundo semestre do último ano fiscal, a primeira alta em sete anos.
“A velocidade da mudança não para de acelerar”, afirmou Ma, lembrando que cada novo modelo agora fica pronto em dois anos, prazo quase 50 % menor que a média tradicional do setor.
Concorrência feroz e reflexos macroeconômicos
O movimento ocorre enquanto BYD, Geely e outras marcas chinesas de elétricos encurtam ciclos de desenvolvimento e pressionam preços. Para analistas, a ofensiva da Nissan coincide com incentivos estatais voltados a veículos de baixo carbono na China e com a desaceleração dos juros globais, fator que pode destravar crédito automotivo em mercados emergentes.
O que você acha? A Nissan conseguirá recuperar terreno usando a China como trampolim ou chegará tarde demais ao jogo dos elétricos? Para mais análises do setor automotivo, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Nissan