Dados de emprego, crescimento global e big techs entram no radar dos investidores
IBGE — A divulgação da taxa de desemprego brasileira, somada ao PIB preliminar dos Estados Unidos e ao balanço da Apple, redefinem o apetite ao risco nesta quinta-feira, logo após a maratona de decisões de juros de Fed, Copom e BCE.
- Em resumo: Desemprego local, crescimento americano acelerado e números da Apple reposicionam apostas em dólar, juros futuros e Bolsas.
PIB dos EUA surpreende e pressiona curva de juros
A primeira leitura do Bureau of Economic Analysis (BEA) aponta expansão acima do esperado no 3º trimestre, reforçando a resiliência do consumo americano. Segundo a Reuters, o dado reabriu a discussão sobre possíveis altas adicionais na taxa dos Fed Funds.
Analistas veem a atividade “quente” nos EUA como risco para manutenção dos yields, elevando o dólar frente a emergentes e encurtando o espaço de cortes na Selic em 2024.
Apple divulga resultados enquanto petróleo oscila com tensões
Após o fechamento em Nova York, a Apple apresenta seu relatório fiscal — o último sem lançamento completo da linha iPhone 15. Investidores monitoram receita em serviços para compensar a desaceleração de hardware. Paralelamente, os futuros do Brent alternam sinal diante de incertezas no Oriente Médio, fator que também pesa sobre a inflação global.
Brasil: desemprego testa confiança do consumo interno
Internamente, a taxa de desocupação divulgada pelo IBGE serve como termômetro para a renda das famílias e, por consequência, para o varejo listado na B3. Caso se confirme nova queda, o movimento pode sustentar projeções otimistas para o PIB de 2023, mesmo com aperto de crédito ainda em vigor.
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Crédito da imagem: Divulgação / IBGE