Renegociação de dívidas ganha FGTS, trava para apostas e prazo de 4 anos
Governo Federal – Anunciado recentemente em cadeia nacional, o “Novo Desenrola Brasil” mira aliviar o endividamento recorde das famílias ao trocar débitos de cartão de crédito, cheque especial e Fies por um contrato com taxa máxima de 1,99% ao mês e abatimentos que chegam a 90%.
- Em resumo: público de até 5 salários mínimos terá 90 dias para aderir, podendo usar 20% do FGTS na quitação.
Como funcionará a nova rodada do Desenrola
A partir de segunda-feira, quem estiver com dívidas atrasadas entre 90 dias e dois anos negociará diretamente no banco de origem, diferentemente da plataforma digital usada em 2023. Descontos variam de 30% a 90%, conforme a “idade” do débito, e o pagamento poderá ser parcelado em até 48 meses. Segundo o Palácio do Planalto, entre R$ 8 bi e R$ 9 bi serão aportados no Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir eventuais calotes, enquanto R$ 4,5 bi virão do FGTS para reforçar o caixa dos devedores. Detalhes sobre o alcance financeiro já circulam em analistas do mercado, conforme informou o portal InfoMoney.
O Banco Central calcula que 29,7% da renda do brasileiro está comprometida com dívidas – maior nível desde 2005.
Impacto macroeconômico e lição da primeira edição
Na fase original, encerrada em dezembro, o Desenrola refinanciou cerca de R$ 53 bilhões, reduzindo a inadimplência de curto prazo e liberando R$ 10 bilhões em limite de crédito, segundo o Ministério da Fazenda. A nova versão tenta repetir esse efeito em meio ao ciclo de cortes da Selic, hoje em 10,50% ao ano, e a um mercado de trabalho aquecido – mas que ainda não se traduziu em melhora perceptível do poder de compra.
Para evitar recaídas, o programa bloqueará por 12 meses o acesso dos beneficiados a sites de apostas on-line. A equipe econômica também incluiu uma carência de até 30 dias antes da primeira parcela, tempo em que o nome do devedor já sairá dos cadastros de restrição.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil