Suspensão repentina acende alerta sobre fraudes em fintechs
Banco Digio – Nesta semana, a instituição que opera a Uber Conta congelou temporariamente saques, Pix e demais transações depois de captar um “movimento atípico” em seus sistemas, provocando efeito dominó no fluxo de caixa de milhares de motoristas parceiros.
- Em resumo: app ficou fora do ar enquanto o Digio verifica possível incidente cibernético, mas garante integridade dos saldos.
Motoristas travados e volume de queixas dispara
Relatos no portal Downdetector saltaram desde a quarta-feira (29), refletindo a frustração de usuários que dependem do repasse diário para cobrir combustível e despesas. Segundo o Valor Econômico, reclamações envolvendo interrupções de serviços financeiros digitais avançaram 38% no último ano.
“Não houve prejuízo aos valores em conta nem vazamento de dados; atuamos para restabelecer a operação o mais rápido possível”, informou o Digio em nota oficial.
Por que o caso preocupa o setor de pagamentos
O episódio ocorre em meio ao boom do Pix: dados do Banco Central mostram mais de 16 bilhões de transações apenas em 2023, tornando a malha de pagamentos instantâneos alvo crescente de fraudes sofisticadas. Especialistas alertam que a paralisação da Uber Conta expõe a fragilidade operacional de banking as a service (BaaS), modelo em que fintechs terceirizam infraestrutura bancária para grandes plataformas.
Além de pressionar a reputação da Uber no Brasil, a falha pode acelerar discussões regulatórias sobre exigências de capital e testes de estresse cibernético para bancos digitais. Em crises anteriores, o BC recomendou redundância tripla de servidores e segregação de chaves criptográficas para mitigar ataques.
O que você acha? Incidentes assim devem levar a regras mais rígidas ou a alternativas múltiplas de conta para motoristas? Para acompanhar outras movimentações do sistema financeiro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay