Salário mínimo em nível pré-crise de 2001 acende alerta para investidores
Indec – Novos números divulgados em abril de 2026 mostram que a pobreza recuou para 28% na Argentina, mas 1 em cada 5 trabalhadores com carteira assinada permanece abaixo da linha de subsistência, corroendo o poder de compra e a confiança de mercado.
- Em resumo: emprego formal não protege mais o bolso; salários reais caem e cestas básicas disparam.
Fenômeno do “trabalhador pobre” expõe falha estrutural
Levantamento da Universidade Católica Argentina indica que 26% dos ocupados no setor informal e 20% dos formais já convivem com privação de renda, cenário que especialistas classificam como “precarização crônica”. Dados compilados pela Reuters reforçam que o salário mínimo argentino, descontada a inflação, retornou a patamares vistos na recessão de 2001.
Entre assalariados sem registro, a chance de pobreza é três vezes maior do que entre registrados, segundo o Instituto Interdisciplinar de Economia Política da UBA.
Inflação resiliente e informalidade recorde pressionam consumo interno
Mesmo com o índice de preços acumulando 33% em 12 meses — menor que anos anteriores, porém ainda entre os mais altos da América Latina —, o país enfrenta cerca de seis milhões de trabalhadores informais. Esse excedente mão de obra fragiliza negociações salariais e mantém a massa real de rendimentos em queda contínua.
Economistas lembram que medidas de choque adotadas pelo governo Javier Milei, como a desvalorização cambial de dezembro e cortes em subsídios, geraram alívio momentâneo nas estatísticas, mas não resolveram gargalos históricos: produtividade estagnada, rigidez fiscal e baixa taxa de investimento externo.
O que você acha? O trabalho voltará a ser sinônimo de ascensão social na Argentina ou o país caminha para um novo ciclo de estagnação? Para mais análises de mercado e indicadores regionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Getty Images via BBC