Escassez bancária faz fundos do agronegócio captarem mais caro, mas pagarem mais aos cotistas
Banco do Brasil e Caixa Econômica limitaram o caixa destinado ao agronegócio recentemente, empurrando produtores e tradings para Fiagros e FIDCs, que já negociam a taxas mais altas e prometem dividendos turbinados.
- Em resumo: Menos crédito bancário eleva spreads e atrai capital para Fiagros/FIDCs do agro.
Fiagros ganham terreno com spreads maiores
Gestores relatam que, desde o pico de stress de crédito no fim de 2024, a procura por emissões estruturadas cresceu enquanto a oferta de recursos bancários minguou. Segundo analistas, muitas carteiras reforçaram garantias reais — como alienação de terras e cessão de recebíveis — o que facilitou a recuperação de valores e reaqueceu as cotas no secundário. A tendência é acompanhada pela escalada do prêmio de risco, acompanhada de dados do Valor Econômico sobre a manutenção da Selic em patamar elevado, que encarece o crédito tradicional.
“Há muita demanda e pouca oferta de recursos”, resume José Daronco, da Suno Asset, sobre o novo ciclo de emissões.
Dividendos mais robustos e seleção criteriosa
Com os spreads em alta, fundos estruturados tendem a repassar parte do ganho aos cotistas, mas a mesma dinâmica exige olhar cirúrgico sobre concentração de risco e saúde das cadeias agrícolas. A permanência da taxa básica acima de 10% ao ano e o choque de custos provocado pela guerra no Irã — que pressiona diesel e fertilizantes — adicionam volatilidade, porém elevam a atratividade de ativos lastreados em commodities cuja demanda segue firme no mercado global.
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Crédito da imagem: Divulgação / InfoMoney