Hostilidades e estoques mínimos elevam risco de choque no mercado
Agência Internacional de Energia (IEA) – Em plena escalada no Oriente Médio, a cotação do Brent avançou 2,16% para US$ 98,07 por barril às 4h46, horário de Brasília, enquanto o WTI ganhou 2,37%, chegando a US$ 95,98. A disparada ocorre numa fase em que os estoques globais já rodam em níveis “criticamente baixos”, alerta o órgão.
- Em resumo: Estoques dos EUA caem pela sétima semana e mísseis iranianos elevam prêmio de risco.
Mísseis iranianos reprecificam o risco geopolítico
O lançamento de mísseis balísticos do Irã em direção a Kuwait e Bahrein, seguido por ataques norte-americanos à Ilha de Qeshm, adicionou novo grau de incerteza. De acordo com a Reuters, a estagnação nas negociações Teerã-Washington amplifica a probabilidade de interrupções na principal rota de escoamento, o Estreito de Ormuz.
“A estagnação das negociações entre Estados Unidos e Irã, somada aos alertas da IEA sobre estoques globais, está adicionando camadas de prêmio de risco aos preços”, avaliou Emril Jamil, analista sênior da LSEG.
Oferta apertada às vésperas do pico de demanda do verão
No lado da oferta, dados do American Petroleum Institute indicam retração de 6,8 mi de barris nos estoques norte-americanos na semana encerrada em 29 de maio, marcando a sétima queda consecutiva. Se confirmado pelo relatório oficial de hoje, o recuo aprofunda um déficit que se arrasta desde os cortes da Opep+ e o fechamento de refinarias para manutenção sazonal.
Para investidores, o cenário combina fatores de curto prazo — tensões militares e demanda sazonalmente mais forte — com a tendência estrutural de subinvestimento em exploração. Analistas lembram que, em 2023, o Capex global em upstream ficou 30% abaixo da média pré-pandemia, o que limita a elasticidade da oferta mesmo com preços mais altos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Money Times