Liquidez cresce, porém rentabilidade segue no vermelho; mercado cobra resposta
Casas Bahia – A varejista concluiu, nos últimos dois anos, um ajuste robusto que diminuiu sua dívida e reforçou o caixa, mas o balanço ainda não exibe lucro, ponto que mantém investidores em alerta.
- Em resumo: redução expressiva da alavancagem cria fôlego, porém margens continuam pressionadas.
Alívio financeiro não basta: margens continuam sob pressão
A otimização do portfólio, hoje focado em linha branca e produtos de ticket mais elevado, deu tração ao fluxo de caixa operacional. Segundo analistas ouvidos pelo Valor Econômico, a empresa saiu de uma estrutura considerada “estressada” para um patamar de endividamento compatível com o setor.
“Nos últimos 24 meses, a relação dívida líquida/Ebitda foi ajustada a níveis saudáveis, mas a companhia precisa transformar eficiência operacional em lucro líquido”, apontam os especialistas.
Juros, crédito e consumo: o próximo obstáculo para o varejo
A virada de resultados dependerá não só de ganhos internos, mas também do ciclo econômico. Com a taxa Selic ainda em patamar restritivo e o endividamento das famílias acima de 48% da renda, o varejo de bens duráveis enfrenta demanda reprimida. Caso o Banco Central avance no corte de juros até o fim do ano, o crédito ao consumidor pode destravar vendas e, por consequência, melhorar as margens da Casas Bahia.
Além disso, medida de flexibilização do crédito anunciada pelo Conselho Monetário Nacional em abril tende a reduzir o custo de captação das redes de varejo, abrindo espaço para renegociação com fornecedores e alongamento de prazos – fatores que podem acelerar o retorno da lucratividade.
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Crédito da imagem: Divulgação / Casas Bahia