Reforma tributária e novas regras podem encarecer a folha já em 2026
Governo Federal – A combinação entre a Lei Complementar 224/25, que reduziu em 10% os incentivos fiscais federais, e a proposta de extinguir a jornada 6×1 lança incerteza sobre planejamento e caixa das empresas, principalmente prestadoras de serviços.
- Em resumo: Tributação mais alta e possíveis mudanças na escala de trabalho criam um “efeito tesoura” no custo operacional.
Lucro presumido vira vilão do fluxo de caixa
Ao mexer no teto de R$ 5 milhões para enquadramento no lucro presumido, a nova lei ampliou a carga sobre serviços, segundo apontam associações como o Sescon-SP. Um levantamento da Reuters indica que o setor responde por 70 % dos postos formais no país – qualquer aumento de imposto repercute diretamente no emprego.
“A elevação súbita da alíquota pega contratos em andamento e pode reduzir margens em até 12 %”, calcula Luigi Nese, presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS).
Simples, MEI e jornada 6×1: efeito cascata nas MPEs
Sem a correção urgente do teto do Simples Nacional, micro e pequenas empresas correm o risco de “pular” para regimes mais caros justamente quando a taxa Selic ainda está em dois dígitos, encarecendo capital de giro. Analistas lembram que, no último ciclo de aperto monetário (2022-2023), a inadimplência das MPEs subiu 27 %, de acordo com o Banco Central.
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Crédito da imagem: Divulgação / Jornal Contábil