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Mercado Financeiro

Governo aposta em superávit de R$ 73 bi em 2027 e aperta incentivos

Última atualização: 04/21/2026 4:53 am
Lucas Cezário
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Corte de renúncias fiscais deve reforçar caixa e conter dívida

Governo Federal – Ao encaminhar o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, a equipe econômica sinalizou que novas medidas para “recuperar a base arrecadatória” serão adotadas, com o objetivo de gerar superávit primário de R$ 73,2 bilhões (0,5% do PIB) e estabilizar a dívida pública no médio prazo.

Índice de Conteúdos
  • Corte de renúncias fiscais deve reforçar caixa e conter dívida
  • Salário mínimo, banda fiscal e o aperto tributário em detalhes
  • Carga tributária recorde pressiona empresas e consumidores
  • Em resumo: meta permite banda de até R$ 109,8 bi, mas governo quer saldo positivo mesmo com gastos extraordinários fora do teto.

Salário mínimo, banda fiscal e o aperto tributário em detalhes

Além da meta de superávit, o PLDO projeta salário mínimo de R$ 1.717 em janeiro de 2027. A tolerância de 0,25 ponto percentual deixa espaço para resultado entre R$ 36,6 bi e R$ 109,8 bi. Mesmo assim, até R$ 65,7 bi em precatórios e projetos estratégicos podem ficar fora da regra, o que, na prática, autorizaria déficit de até R$ 29,1 bi sem descumprir a meta. De acordo com análise da Reuters, o governo deve intensificar a revisão de benefícios fiscais que não geram retorno social comprovado.

“A estratégia inclui eliminar renúncias ineficientes e aumentar a progressividade tributária para conter o endividamento”, destacou a Secretaria de Política Econômica no PLDO.

Carga tributária recorde pressiona empresas e consumidores

A carga tributária já alcançou 32,4% do PIB, maior nível em mais de duas décadas, impulsionada por medidas recentes como tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha e imposto sobre importações de varejo online. Analistas lembram que, na última vez em que o governo registrou superávit relevante (2013), o peso dos impostos era menor e a atividade econômica mais robusta.

Para 2025-2026, o mercado projeta PIB abaixo de 2% e juros ainda elevados, o que pode limitar a expansão da receita. Por outro lado, o ciclo de corte da Selic iniciado pelo Banco Central tende a aliviar o serviço da dívida, segundo economistas do Instituto Fiscal Independente, aumentando a probabilidade de a meta de 2027 ser atingida.

O que você acha? As novas medidas serão suficientes para equilibrar as contas sem sufocar o crescimento? Para mais análises sobre o cenário fiscal, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay

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Feito PorLucas Cezário
Especializado na cobertura ágil e em tempo real do cenário macroeconômico, Lucas acompanha de perto a Bolsa de Valores (B3), decisões sobre taxas de juros (Selic), inflação e flutuações cambiais. Com um olhar clínico para dados, ele entrega notícias factuais e de impacto direto, fundamentais para quem precisa se antecipar às tendências da economia brasileira e global.
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