Tensão externa arrefece e capital estrangeiro injeta novo fôlego na B3
Ibovespa – O principal índice da bolsa brasileira encerrou a última semana com alta de 4,93%, atingindo 197.323,87 pontos, seu maior patamar nominal já registrado, enquanto o dólar caiu para R$ 5,0115. O movimento foi impulsionado pelo giro estrangeiro e pela disparada de 24,76% nas ações da Hapvida.
- Em resumo: TRANSMISSÃO: Record de negócios marcou a terceira semana consecutiva de ganhos.
Mudança no topo da Hapvida dispara papéis e anima o setor
A sucessão de Jorge Pinheiro, que deixará o comando da operadora após 27 anos, e a nomeação de Luccas Adib como CEO reforçaram a leitura de que a empresa busca maior eficiência operacional. Analistas ouvidos pela Valor Econômico destacam que a família controladora passou a deter 51,39% do capital, sinalizando confiança interna.
HAPV3 acumulou quase 25% de valorização em cinco pregões, superando a média histórica semanal do Ibovespa em mais de seis vezes.
No extremo oposto, AZZA3 recuou 17,33% após a saída de Ruy Kameyama da unidade de “Fashion & Lifestyle”, refletindo insegurança sobre a continuidade da estratégia de crescimento.
Inflação surpreende e curva de juros vira: efeito dominó nas carteiras
O IPCA de março avançou 0,88%, pressionado por combustíveis, alimentos e serviços, elevando a taxa em 12 meses para 4,14%. A leitura acima do consenso levou o mercado a precificar, com 90% de probabilidade, corte menor de 0,25 p.p. na Selic (hoje a 14,75% a.a.) na reunião do Copom de abril. Nos EUA, o FedWatch do CME indica 57,6% de chance de início de afrouxamento somente em setembro, mantendo o intervalo de 3,50%-3,75% a.a.
Historicamente, fases de aperto prolongado favorecem ações defensivas e exportadoras, mas o fluxo estrangeiro – que já soma mais de R$ 21 bi em 2024 – tem sustentado a rotação para varejo e saúde. Caso o cenário de cortes graduais se confirme, a projeção média dos estrategistas aponta o Ibovespa testando 205 mil pontos até o meio do ano.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3