Pressão fiscal e juros globais ampliam aversão ao risco no mercado brasileiro
Ibovespa – O principal indicador da bolsa brasileira encerrou maio com retração de 7%, a pior performance mensal desde fevereiro de 2023, acendendo novo sinal de alerta para quem carrega posições em renda variável.
- Em resumo: junto com o tombo do índice, o dólar subiu 1,71% no mês, maior alta desde julho de 2025.
Desconfiança externa acelera saída de capital
Nas últimas semanas, analistas destacam fluxo vendedor de investidores estrangeiros, motivado pela expectativa de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos. Segundo dados compilados pela Reuters, o rendimento do Treasury de 10 anos voltou a rondar 4,5%, reduzindo o apetite por mercados emergentes.
“O recuo de 7% no Ibovespa reflete a combinação de aperto global e dúvidas sobre a trajetória fiscal doméstica”, apontou relatório da Guide Investimentos.
Selic estacionada e ruído fiscal agravam cenário local
A decisão do Banco Central de interromper o ciclo de corte da Selic em 10,50% adicionou incerteza, sobretudo após o governo sinalizar revisão de metas para as contas públicas. Esse pano de fundo se soma à inflação de 3,69% em 12 meses medida pelo IPCA, ainda dentro da meta, mas sob pressão de alimentos e serviços.
O que você acha? O rali negativo abre oportunidade ou impõe cautela redobrada? Para mais análises de mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3