Patrimônio prata domina fundos imobiliários; valor médio por idoso supera R$ 67 mil
B3 – Dados inéditos da bolsa mostram que investidores com mais de 60 anos, embora representem apenas 8,6% dos cotistas de fundos imobiliários, concentram cerca de 37% de todo o dinheiro aplicado no segmento, um sinal de que a renda mensal dos FIIs virou complemento real de aposentadoria.
- Em resumo: patrimônio médio dos 60+ chega a R$ 67 mil, quase 17 vezes o tíquete de faixas mais jovens.
Geração Z domina em quantidade, mas não em capital
Entre 25 e 39 anos está 44% do total de cotistas, mas com aportes médios de apenas R$ 3,9 mil, segundo levantamento avaliado pelo Valor Econômico. O quadro reforça a pulverização iniciada depois da grande migração de CPFs para a bolsa em 2020.
Em cinco anos, o número de pessoas físicas em FIIs saltou de 1,6 milhão para 3,18 milhões, enquanto o tíquete mediano total encolheu de R$ 14,5 mil para R$ 3,9 mil.
Selic em ciclo de queda reacende disputa por rendas mensais
A expectativa de cortes adicionais na Selic ao longo de 2024 devolve atratividade aos FIIs, historicamente beneficiados por juro real menor. Em 2023, o IFIX acumulou alta superior a 20%, ritmo comparável ao Ibovespa, e analistas projetam distribuição de dividendos próxima a 0,8% ao mês para carteiras bem diversificadas.
Do ponto de vista regional, o Sudeste mantém hegemonia: seis entre cada dez cotistas estão na região, que responde por mais de R$ 113 bilhões investidos. Já o recorte de gênero revela que, embora representem só 26% da base, as mulheres aplicam tíquete 50% maior – R$ 5,3 mil contra R$ 3,5 mil dos homens.
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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images