Aumento gradual do benefício injeta fôlego no orçamento familiar
Governo Federal – Após mais de uma década de debates, a licença-paternidade será estendida no Brasil e passará de 5 para 20 dias até 2029, movimento que posiciona o país na frente dos Estados Unidos em proteção remunerada aos novos pais.
- Em resumo: cronograma escalona para 10 dias em 2027, 15 em 2028 e 20 em 2029.
Prazo maior reduz desigualdade no mercado de trabalho
A nova lei inclui trabalhadores com carteira, autônomos, MEIs e empregados domésticos, criando um colchão financeiro crucial em um momento de inflação acumulada em 4,5% no IPCA. Para efeito de comparação, o governo norte-americano ainda não oferece licença paga em nível federal, segundo dados compilados pela Reuters.
O pai poderá ter até 180 dias de afastamento quando houver falecimento ou internação da mãe, adoção ou prematuridade grave do recém-nascido.
Repercussão econômica: consumo, produtividade e caixa das empresas
Estudos do Banco Mundial mostram que países com licença parental superior a duas semanas registram menor rotatividade e maior produtividade. Especialistas projetam que, no Brasil, a ampliação pode reduzir custos de recrutamento em até 12%, além de injetar R$ 2,3 bilhões anuais em consumo de bens infantis, segundo estimativas da Fundação Getulio Vargas.
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Crédito da imagem: Divulgação / FDR