Veterano tenta reerguer marca, mas China e rivais pressionam
Nike – Após ver suas ações despencarem de US$ 170 em 2021 para cerca de US$ 46, a gigante esportiva luta para reconquistar a confiança de Wall Street enquanto a margem operacional projetada para 2027 encolhe para menos de 6%.
- Em resumo: Papel retorna ao preço de 2012 e permanece caro a 24 x lucros futuros.
- Dividendo: yield de 3,6% não compensa o risco de estagnação.
Por que nem o dividendo de 3,6% anima
A companhia vale hoje quase metade do que negociava antes da pandemia, mas segue precificada acima da média de pares, segundo cálculos da Reuters. Esse múltiplo elevado impõe um “custo de paciência” ao investidor que aposta em virada rápida.
A margem caiu de patamares históricos de 13% para projeção inferior a 6%, mesmo após cortes de custos e redução de estoques.
Concorrência feroz e mudança de gosto do consumidor
Enquanto o basquete perde apelo como motor cultural, marcas como Hoka, On e New Balance avançam em corrida e “dad shoes”. Analistas lembram que, após a pandemia, o excesso de oferta corroeu a aura de exclusividade dos modelos retrô que sustentavam a procura.
Externamente, a demanda chinesa – responsável por cerca de 15% da receita global da Nike antes de 2020 – segue fraca em meio a um consumo doméstico contido e ao crescimento de rivais locais como Anta Sports. O cenário soma-se a juros ainda altos nos EUA, limitando o apetite por bens discricionários, e a um consumidor que compara preços milimetricamente em canais digitais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Nike