De fiasco imobiliário a motor do turismo cultural catalão
Park Güell – Erguido nas colinas de Barcelona, o espaço idealizado em 1900 passou de condomínio de luxo a atração que sustenta parte da economia local, mantendo ingressos limitados e filas constantes mesmo em baixa temporada.
- Em resumo: Gaudí reaproveitou um terreno encalhado e criou o maior jardim artístico da Espanha, hoje tombado pela UNESCO.
Da visão de Eusebi Güell ao tombamento da UNESCO
O empresário catalão contratou Antoni Gaudí para erguer 60 casas de alto padrão, mas a distância do centro afastou compradores e o projeto quebrou. Segundo dados divulgados pela Exame, a reabertura como parque público impulsionou um setor de turismo que já responde por cerca de 12% do PIB da região.
O projeto previa sessenta residências de alto padrão integradas à natureza da montanha.
Curvas orgânicas que viraram receita pública
Sem nivelar o relevo, Gaudí ergueu viadutos, colunas que lembram troncos de palmeira e aplicou o trencadís – mosaico de azulejos reaproveitados. O bilhete para a Zona Monumental financia restaurações anuais e sustenta centenas de empregos temporários, prática alinhada às diretrizes de sustentabilidade cultural defendidas pela UNESCO e pela prefeitura de Barcelona.
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