Agenda densa coloca inflação e atividade no centro do radar dos investidores
IBGE – Com liquidez internacional limitada por feriados, a divulgação do PIB brasileiro na próxima sexta (29) promete ditar o humor local, enquanto o PCE dos Estados Unidos, na quinta (28), pode redefinir o caminho dos juros do Federal Reserve.
- Em resumo: PIB do 1º tri e PCE de abril chegam em meio a juros ainda elevados e podem recalibrar apostas de corte já no 2º semestre.
Feriados seguram o volume, mas a tensão segue no ar
Os mercados de Estados Unidos e Reino Unido estarão fechados na segunda-feira, reduzindo o fluxo global. Ainda assim, indicadores como IPCA-15, IGP-M e dados fiscais mantêm o investidor brasileiro em alerta para possíveis pressões inflacionárias que possam adiar o ciclo de afrouxamento da Selic.
“Nos Estados Unidos a agenda segue carregada no meio da semana, com destaque para o PIB americano também e o PCE que é um dado importante de inflação para o Fed”, destaca Francisco Alves, operador de mercado da BM&C News.
Por que PIB e PCE importam para o seu bolso
Se o PIB confirmar aceleração acima de 0,5% no trimestre, economistas veem espaço limitado para cortes agressivos da Selic em 2026, já projetada em 9,0%. No front externo, um PCE acima da meta anual de 2% fortaleceria apostas de que o Fed manterá o juro básico acima de 5,25% por mais tempo, pressionando o dólar e, por tabela, combustíveis e alimentos no Brasil.
A combinação de atividade firme no Brasil e inflação resiliente nos EUA elevou o rendimento dos Treasuries de 10 anos para perto de 4,5% na última semana, testando o apetite a risco de emergentes. Investidores também monitoram os PMIs chineses e tensão no Oriente Médio, fatores que interferem diretamente nos preços de petróleo e minério de ferro.
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Crédito da imagem: Divulgação / IBGE