Renascentista volta aos holofotes após nova máxima em leilão internacional
Rafael – Mesmo cinco séculos após sua morte, o pintor italiano voltou a movimentar cifras de tirar o fôlego no circuito de leilões, reacendendo o debate sobre arte como investimento e o apetite de colecionadores institucionais.
- Em resumo: desenho raro do artista superou a barreira dos US$ 45 milhões, elevando o patamar de referência para obras do Renascimento.
Obras que valem mais que ações blue chips
Em Londres, uma folha preparatória de Rafael bateu o próprio recorde do artista ao ser arrematada por £29 milhões, cerca de US$ 48 milhões, segundo a Reuters. O montante, corrigido pela inflação, já ultrapassa o valor médio de mercado de algumas empresas listadas na B3, mostrando como o segmento de arte de alto padrão continua a oferecer retornos comparáveis — e por vezes superiores — aos de ativos tradicionais.
Especialistas estimam que obras-primas renascentistas registram apreciação anual próxima de 8 % em dólares nas últimas duas décadas, ritmo acima da inflação norte-americana no mesmo período.
Por que o renascentista ainda dita tendência financeira
Além da raridade, a liquidez no topo da pirâmide do mercado de arte é impulsionada por escassez natural — Rafael morreu em 1520, aos 37 anos, com produção limitada. Segundo o relatório Knight Frank Wealth 2024, arte clássica lidera a cesta de “apaixonantes” com avanço de 29 % em 12 meses, superando uísques raros e carros de coleção. A valorização encontra respaldo no excesso global de liquidez após anos de juros baixos, que empurrou investidores para ativos tangíveis com proteção patrimonial.
A recente disparada também coincide com políticas de isenção tributária para importação de obras acima de R$ 5 milhões no Brasil, aprovadas em 2023. O benefício gera expectativa de aumento de remessas e estimula galerias locais, abrindo janela para fundos dedicados à arte, ainda incipientes na América Latina.
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Crédito da imagem: Divulgação / Vatican Museums