Previsão de mercado projeta avanço comparável às grandes redes de cartão
Chainalysis — A consultoria levantou que o volume de transações com stablecoins somou US$ 28 trilhões (R$ 150 trilhões) em 2025, valor que pode multiplicar por 50 e chegar a US$ 1,5 quatrilhão (R$ 7,5 quatrilhões) até 2035, indicando uma possível disrupção nos serviços bancários tradicionais.
- Em resumo: ativos digitais lastreados em moeda fiduciária avançam rumo a um mercado potencial de R$ 7,5 quatrilhões em dez anos.
Porque a “nova moeda” ganha tração tão depressa
Transações quase instantâneas, menor custo cruzando fronteiras e fuga de intermediários explicam parte do fenômeno. Segundo levantamento da Bloomberg, empresas globais já testam stablecoins para liquidação de comércio exterior, reduzindo taxas bancárias em até 90%.
Se o ritmo atual se mantiver, redes de stablecoins podem igualar o volume processado por bandeiras de cartão entre 2031 e 2039, projeta a Chainalysis.
Mudança geracional e agenda dos bancos centrais aceleram o jogo
Entre 2028 e 2048, cerca de US$ 100 trilhões devem mudar de mãos para Millennials e Gen Z — grupos naturalmente digitais. Paralelamente, projetos de moedas digitais de bancos centrais (como o Drex, pilotado pelo Banco Central do Brasil) tendem a legitimar ainda mais o uso de tokens lastreados, criando infraestrutura regulatória e psicológica para adoção em massa.
Em mercados emergentes, a busca por reserva de valor contra moedas locais frágeis já impulsiona pagamentos e remessas em stablecoins, especialmente em países com inflação de dois dígitos. No âmbito corporativo, cadeias globais enxergam vantagem em contabilizar estoques e faturas em dólares tokenizados, reduzindo exposição cambial.
O que você acha? As stablecoins se tornarão tão corriqueiras quanto o Pix ou permanecerão nichadas aos entusiastas de cripto? Para mais análises sobre o futuro do dinheiro digital, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Chainalysis