Levitação magnética coloca o Japão na dianteira da corrida pelos trens ultrarrápidos
JR Central – A operadora japonesa acaba de reafirmar que o Maglev série L0, exibido em transmissão Record, mantém o recorde mundial de 603 km/h, prometendo cortar de 90 para 40 minutos o trecho Tóquio–Nagoya e mudar o equilíbrio entre ferrovia e aviação regional.
- Em resumo: velocidade de avião, emissão menor e automação total, sem motorista nem rodas.
Como a tecnologia elimina o atrito e dispensa motorista
Resfriados a –269 °C, eletroímãs supercondutores elevam o trem 10 cm acima da via, evitando contato físico e reduzindo desgaste. O controle de aceleração e frenagem é feito por computadores que, em frações de segundo, ajustam cada bobina da linha, recurso que a Reuters classifica como “piloto automático em trilhos”.
Com nariz de 15 m e propulsão linear, o L0 mantém 603 km/h de pico, o dobro dos 320 km/h dos Shinkansen atuais.
Bilhões de ienes e disputa global por infraestrutura verde
O projeto Chuo Shinkansen soma mais de US$ 50 bi em investimentos e 86 % do trajeto passa em túneis sob os Alpes Japoneses, reduzindo ruído e curvas. Em um momento em que o Banco do Japão mantém juros negativos para estimular obras públicas, analistas veem o Maglev como vitrine exportável a países que buscam cortar a pegada de carbono em rotas de até 1 000 km.
O Japão corre contra a China, que testa modelos semelhantes, enquanto Europa e EUA avaliam a viabilidade financeira. Caso a linha abra ao público na próxima década, especialistas projetam impacto direto na demanda por voos domésticos de curta distância e na precificação de slots aeroportuários.
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Crédito da imagem: Divulgação / JR Central