Gigante do coworking mira retomada de receita em meio à corrida pelo modelo híbrido
WeWork – Depois de cortar custos e renegociar dívidas nos últimos trimestres, a companhia volta a expandir espaços de forma seletiva, inaugurando um centro de 6 000 m² em Midtown Manhattan, passo visto como teste decisivo para medir a demanda pós-pandemia.
- Em resumo: novo endereço deve abrigar até 1 200 profissionais e já nasce com taxa de pré-locação próxima de 70%.
Nova York como vitrine para reconquistar investidores
A capital financeira dos EUA concentra o maior número de clientes corporativos da WeWork. Com o novo hub, a empresa reforça o portfólio de 70 unidades na cidade e sinaliza ao mercado que o caixa voltou a permitir investimentos seletivos, após um 2023 marcado por corte de US$ 1 bilhão em despesas, segundo dados compilados pela Reuters.
“A estratégia agora é priorizar contratos de longo prazo com companhias que adotaram o regime híbrido, reduzindo a volatilidade dos postos individuais”, afirmou um porta-voz da empresa.
Concorrência acirrada e impacto nos preços de locação
O movimento ocorre enquanto a vacância em escritórios tradicionais de Nova York ronda 18%, patamar recorde, pressionando os proprietários a renegociar aluguéis. Já o segmento de coworking avançou 23% em área locada desde 2021, conforme a consultoria JLL. Analistas avaliam que, se o hub da WeWork mantiver ocupação acima de 80% até o fim do ano, o modelo poderá atrair novos aportes em um cenário de juros estáveis nos EUA.
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Crédito da imagem: Divulgação / WeWork