Veja como detectar o erro de cunhagem e entender o interesse do mercado numismático
Banco Central do Brasil – Uma falha quase imperceptível na moeda de 50 centavos fabricada em 2002 tem feito esse simples troco virar item de colecionador, alcançando cotações próximas de R$ 200 no mercado especializado.
- Em resumo: o “reverso horizontal” eleva em até 400 vezes o valor facial da peça.
O que é o reverso horizontal e por que ele multiplica o preço
Durante a prensagem, alguns lotes saíram com a face do Barão do Rio Branco desalinhada em relação ao número “50”. O defeito, denominado reverso horizontal, é escasso e, por isso, valorizado. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, cerca de 28,4 bilhões de moedas circulam hoje no país, mas apenas uma fração apresenta erros de cunhagem significativos.
Colecionadores chegam a pagar até R$ 200 por unidades preservadas em estado Flor de Cunho, principalmente quando o desalinhamento é nítido e documentado.
Escassez de moedas e reflexos no bolso do consumidor
A retenção de trocados em gavetas e cofres – o chamado entesouramento – custa caro ao erário: cada nova moeda de cuproníquel pode sair a mais de R$ 0,40 em produção. Em 2023, o Banco Central destinou R$ 480 milhões à Casa da Moeda para suprir a falta de numerário, valor que poderia ser reduzido se parte dos 7 bilhões de moedas “sumidas” voltasse à circulação.
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Crédito da imagem: Divulgação / Banco Central do Brasil