Desinvestimento busca enxugar dívida e dobrar o Ebitda até 2032
CSN – A companhia inicia na próxima semana a etapa decisiva da alienação da CSN Cimentos, quando candidatos apresentam ofertas vinculantes que podem superar os R$ 10 bilhões, segundo fonte próxima ao processo.
- Em resumo: venda integra plano de levantar até R$ 18 bi e baixar alavancagem para 1x dívida líquida/Ebitda.
Votorantim articula consórcio para contornar barreira antitruste
Entre os pretendentes estão Grupo Votorantim, Polimix e as chinesas Anhui Conch, Huaxin e Sinoma. A Votorantim Cimentos, líder nacional do setor, deve entrar via consórcio para evitar um veto do Cade, movimento já visto em outras consolidações, de acordo com informações compiladas pela Reuters.
“Vamos resolver de uma vez por todas a alavancagem da CSN”, disse Benjamin Steinbruch em reunião com investidores em janeiro.
Por que a operação mexe com o mercado de construção
O Brasil consumiu cerca de 63 milhões de toneladas de cimento em 2023, segundo o SNIC, volume 2,7% maior que em 2022. Uma compra bilionária nesse momento de retomada da construção civil amplia a disputa por participação de mercado e pode pressionar preços, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde a CSN Cimentos mantém 4,8 milhões de t/ano de capacidade.
Analistas veem a transação como catalisadora para o plano de desalavancagem da CSN, que ainda inclui desinvestir em logística e energia. Ao mesmo tempo, investidores monitoram o impacto da Selic em queda sobre a demanda por materiais de construção, fator que pode acelerar o retorno do capital para o comprador.
O que você acha? A entrada de gigantes estrangeiras aumentará a concorrência ou consolidará ainda mais o setor? Para mais análises de negócios e mercado, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CSN