Lucro em disparada não evitou que o Bradesco vencesse na bolsa
Nubank – A fintech completou 13 anos entregando receita anualizada de US$ 20 bi e lucro líquido mais que o dobro das projeções do IPO de 2021, mas suas ações acumulam apenas 22% de ganho em reais desde então, contra 29% do Bradesco.
- Em resumo: BTG mantém recomendação de compra e preço-alvo de US$ 21, o que implicaria valorização de 70% frente à cotação atual.
Valuation salgado virou vilão após a virada dos juros
No IPO, cada ação saiu a US$ 9, num contexto de juros globais ainda baixos e apetite máximo por papéis de crescimento. Quando a taxa americana ultrapassou 5%, as techs financeiras sentiram o baque. Segundo dados do Bloomberg, o índice Nasdaq Financial Technology chegou a cair 30% no período.
“O IPO foi um ponto de entrada ruim em termos ajustados ao risco”, escreveram analistas do BTG, lembrando que o Nubank negocia hoje a 11,5 x o lucro projetado para 2027.
Por que o cenário agora parece mais favorável
Com a SELIC ainda em 10,50% e sinais de corte gradual, o custo de capital no Brasil deve afrouxar até 2025, segundo projeções do Banco Central. Isso tende a recolocar empresas de alto crescimento no radar dos fundos locais. Além disso, o Nubank mostra ROE de 30,3% – índice que supera a média dos grandes bancos listados.
Outra vantagem: mesmo com 135 mi de usuários na América Latina, o Nubank detém só 7% do lucro bruto do sistema financeiro brasileiro e menos de 1% do mexicano. Ou seja, há espaço para expandir sem depender exclusivamente de crédito, setor pressionado pelo aumento das provisões que derrubou o lucro do 1T26 para US$ 871 mi (abaixo dos US$ 980 mi esperados).
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Crédito da imagem: Divulgação / Nubank