Luxo imperial sob as ondas vira motor econômico para região de Nápoles
Governo da Itália – O parque arqueológico submerso de Baiae, na baía de Nápoles, tornou-se peça-chave para o turismo cultural que sustenta hotéis, restaurantes e operadoras de mergulho no sul italiano, segundo dados oficiais divulgados recentemente.
- Em resumo: Vestígios de mansões romanas incentivam um fluxo anual de visitantes que movimenta milhões de euros na economia local.
Baiae reaparece nos mapas: do bradiseísmo ao boom turístico
Embora afundada por milênios de atividade vulcânica – fenômeno geológico conhecido como bradiseísmo –, a cidade ressurgiu como atração depois que mergulhadores identificaram pisos de mármore e estátuas em perfeito estado. O reconhecimento internacional ganhou força quando a notícia foi repercutida pela Reuters, ampliando a visibilidade do parque.
Relatório do Ministério da Cultura indica alta de 27% na venda de ingressos para passeios guiados entre 2022 e 2023, apesar da inflação que encareceu viagens na zona do euro.
Quanto este “tesouro” agrega ao PIB regional?
Autoridades locais calculam que o turismo arqueológico já responde por parcela relevante da receita de Campânia, estado que inclui Nápoles. Além dos ingressos, o visitante gasta com hospedagem, gastronomia e transporte, elevando a arrecadação de impostos municipais. Para preservar o sítio, parte dessa verba financia escaneamentos 3D que monitoram erosão marinha e crescimento de microrganismos sobre o mármore.
A perspectiva de classificação definitiva como Patrimônio Mundial da UNESCO — o processo ainda tramita — tende a acelerar investimentos em infraestrutura e impulsionar ainda mais o mercado de viagens culturais, nicho que, segundo a Organização Mundial do Turismo, cresce acima da média global desde 2019.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério da Cultura da Itália