Queda do índice coincide com tensão política e dólar volátil
Ibovespa – O principal termômetro da B3 acumula baixa de 0,61% na semana, fechando aos 176.209,61 pontos, e registra a mais longa maratona de perdas desde 18/06/2018, em meio a incertezas eleitorais e pressão do conflito no Oriente Médio.
- Em resumo: Seis semanas de queda seguidas, dólar a R$ 5,028 (-0,78%) e Minerva (BEEF3) despencando 14,09%.
Sinal de alerta para gestores e pessoa física
A combinação de risco político doméstico, bloqueio orçamentário de R$ 23,7 bilhões e expectativa de juros mais altos nos EUA fez o fluxo estrangeiro sair do Brasil. De acordo com Reuters, a tensão geopolítica sustenta o Brent perto de US$ 110, o que alimenta apostas de inflação global persistente.
A última vez que o índice registrou seis quedas seguidas foi entre 14/05 e 18/06/2018; sequência maior só em 2004, com sete semanas negativas.
Impacto setorial: do aço ao boi gordo
Na ponta positiva, Usiminas (USIM5) saltou 13,49% graças a lucro líquido de R$ 896 milhões e revisões de preço-alvo. Já Minerva liderou as perdas após o Itaú BBA cortar o preço-alvo de R$ 9 para R$ 5,50, ressaltando câmbio desfavorável e ciclo pecuário inverso. A suspensão chinesa a frigoríficos brasileiros ampliou o pessimismo.
No pano de fundo, o Federal Reserve pode elevar juros em outubro, segundo precificação de contratos futuros, o que tende a pressionar ainda mais moedas emergentes. Para o pequeno investidor, o recado é claro: volatilidade deve permanecer enquanto o quadro fiscal local não se estabilizar e a disputa eleitoral ganhar contornos mais definidos.
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Crédito da imagem: Divulgação / B3