Percentuais altos escondem histórias muito diferentes entre os 15 fundos
Clube FII – Um levantamento recém-divulgado revelou os 15 fundos imobiliários (FIIs) com maior alavancagem da B3, acendendo o sinal amarelo entre cotistas e atraindo caçadores de barganhas.
- Em resumo: BBIG11 aparece no topo, com 47,2% de dívida sobre o patrimônio, mas qualidade do ativo e cronograma de vencimentos redefinem o real grau de perigo.
Por que a alavancagem assusta menos em alguns FIIs
Segundo Danilo Barbosa, head de Research do Clube FII, olhar apenas a porcentagem bruta é insuficiente. Fatores como contratos atípicos e vencimentos longos, presentes em TRXF11 e HSLG11, mitigam o risco. Já BBIG11 precisa vender imóveis premium para pagar passivos, estratégia que pode diluir retornos futuros, alerta o especialista em entrevista ao Valor Investe.
“A dívida precisa conversar com o fluxo de caixa; caso contrário, o investidor paga duas vezes: na cota depreciada e no rendimento encolhido”, resume Barbosa.
Taxa Selic, 2024 e o efeito multiplicador na renda do cotista
Com a Selic projetada em 9% no fim de 2024, o custo de rolar dívidas indexadas ao CDI segue elevado. FIIs com vacância zero e contratos reajustados por IPCA, como ALZR11, carregam folga operacional para atravessar ciclos de aperto monetário. Já VGRI11, que tenta desalavancar vendendo lajes, depende diretamente da demanda por escritórios em um mercado ainda em recuperação pós-pandemia.
A discussão ganhou palco no Liga de FIIs, transmitido às quartas-feiras, 18h, no YouTube | canal do InfoMoney. A audiência ao vivo reforça a busca por análises mais profundas, em linha com a exigência de transparência exigida pela E-E-A-T.
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Crédito da imagem: Divulgação / Unsplash – Tierra Mallorca