Fluxo recorde revela aposta no desconto das ações brasileiras e no dólar mais fraco
B3 – Dados divulgados recentemente mostram que investidores estrangeiros injetaram R$ 12 bilhões na Bolsa brasileira em março, elevando o saldo no ano para R$ 53,8 bilhões, mesmo com a escalada do conflito no Irã que assusta os mercados globais.
- Em resumo: Entrada de capital triplicou frente a março de 2025, sustentando alta de 16,25% do Ibovespa em 2026.
Por que o dinheiro veio agora?
Segundo o UBS Global Wealth Management, o movimento começou antes da guerra, com gestores reduzindo exposição aos EUA e buscando mercados grandes e descontados. O choque bélico reforçou a tese: quem exporta commodities e tem petróleo tende a proteger portfólios. Fontes da Reuters mostram que o fluxo para emergentes permaneceu positivo mesmo após a disparada do barril.
“Eles querem países com liquidez para sair rápido e ações de primeira linha; Brasil entrega os dois fatores”, afirma Luciano Telo, do UBS.
Selic alta hoje, mas com corte no radar
Com a taxa básica em 14,75% e expectativa de afrouxamento ainda este ano, o Brasil oferece duplo atrativo: juro real elevado no presente e perspectiva de valorização de ações domésticas quando o ciclo de queda começar. Historicamente, cada redução de 1 ponto percentual na Selic amplia o lucro de empresas intensivas em capital, impulsionando bancos, elétricas e saneamento.
Valuation barato e proteção cambial
O múltiplo preço/lucro do Ibovespa gira em 9,5 vezes, desconto de 5% frente à média histórica, enquanto pares como México negociam a 14 vezes. Além disso, o real valorizou 5% no ano, ao passo que o índice DXY subiu 1,7%, indicando entrada líquida de divisas para renda fixa e variável.
O que você acha? O fluxo estrangeiro continuará ancorando o Ibovespa ou a guerra vai reverter a maré? Para mais análises sobre Mercado Financeiro, visite nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / B3