Ex-ministro vê tarifas como “barbaridade” que pode encarecer o bolso dos brasileiros
Ministério da Fazenda – Em entrevista recente, o ex-titular da pasta Maílson da Nóbrega criticou a escalada de tarifas de importação, afirmando que o movimento freia investimentos, reduz a concorrência e prolonga o ciclo de baixa produtividade no país.
- Em resumo: fechamento do mercado inibe inovação e deixa o Brasil atrás de pares emergentes.
Barreiras mais altas, concorrência menor
Segundo Maílson, o avanço de quase 1.000 ajustes tarifários representa um “retrocesso” similar ao da antiga reserva de mercado. Medidas recentes apontadas pelo Ministério do Desenvolvimento voltam a colocar o Brasil na rota de protecionismo que, de acordo com levantamento da Reuters, já pressiona consumidores com preços mais altos e margens mais confortáveis para setores pouco eficientes.
“Essa medida de aumentar tarifas em tantos produtos é uma barbaridade”, reforçou Maílson, alertando que empresas protegidas tendem a se acomodar e investir menos em tecnologia.
Historicamente, produtividade estagnada
Dados do Banco Mundial mostram que, desde 2000, a produtividade total dos fatores no Brasil cresce em média 0,2% ao ano, enquanto Chile e Coreia do Sul avançam acima de 1%. O comércio exterior brasileiro equivale a apenas 39% do PIB, menos da metade da média das economias da OCDE. Especialistas lembram que, após a abertura dos anos 1990, o país acelerou ganhos de eficiência; já nos ciclos de proteção, como o atual, os índices de inovação recuam.
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Crédito da imagem: Divulgação / BM&C NEWS