Corrida por servidores de IA engorda caixa, mas tensão geopolítica preocupa
Foxconn – A gigante taiwanesa viu a receita do primeiro trimestre avançar 29,7%, para T$2,13 trilhões (US$66,6 bilhões), impulsionada pela explosão de pedidos de servidores usados em inteligência artificial. O ganho, porém, veio acompanhado de um recado duro ao mercado: conflitos no Oriente Médio e incertezas entre EUA e China podem virar o jogo ainda em 2024.
- Em resumo: Receita recorde, mas empresa mantém o pé no freio diante da “volátil situação política e econômica global”.
Demanda por IA acelera divisão de servidores
Responsável pela montagem de máquinas que rodam os chips de última geração da Nvidia, a Foxconn tornou-se peça-chave da infraestrutura de nuvem. Segundo dados compilados pela Reuters, a alta procura elevou em 45,6% a receita de março, para T$803,7 bilhões – recorde histórico para o mês.
A companhia projeta “crescimento sequencial” no 2º trimestre, com racks de IA mantendo “tendência ascendente”, embora sem divulgar números exatos.
Geopolítica pode frear ritmo; veja o que está em jogo
O próprio presidente Young Liu admitiu que a maior ameaça externa vem dos choques geopolíticos. Tensões comerciais entre Washington e Pequim já levaram a Foxconn a ampliar fábricas na Índia e no Vietnã, estratégia semelhante à da Apple para diluir riscos de cadeia de suprimento. Além disso, a escalada no Oriente Médio encarece frete marítimo e componentes eletrônicos, pressionando margens.
Do lado macroeconômico, a desaceleração industrial na Europa e a expectativa de cortes de juros nos EUA podem redesenhar fluxos de capital para tecnologia ainda este semestre. Caso o conflito se prolongue, investidores temem revisões nos orçamentos corporativos de data centers, justamente o motor de crescimento da Foxconn.
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Crédito da imagem: Divulgação / REUTERS