Sequência de negativas a fintechs reforça cerco regulatório em 2026
Banco Central — A autoridade monetária indeferiu, na edição de 6/4 do Diário Oficial, o pedido de autorização da Ecomovi Instituição de Pagamento, criada em 2019, deixando a fintech fora do mercado regulado e pressionando concorrentes que dependem de licença para operar serviços de pagamento.
- Em resumo: veto mantém a Ecomovi fora do Pix e de outras modalidades sujeitas a supervisão direta.
Por que o BC apertou o freio agora?
Nos últimos 15 meses, o regulador já rejeitou pedidos de Viatech, E2 e Voluti, todas afetadas por falhas de segurança ou inconsistências operacionais. O movimento acontece em meio à escalada de golpes digitais: somente em 2025, as fraudes contra instituições financeiras quadruplicaram, segundo dados compilados pela Reuters.
Atualmente, existem cerca de 220 instituições de pagamento autorizadas pelo BC; em 2025, 32 licenças foram canceladas, sete delas de fintechs de pagamento.
Efeito dominó: o que muda para clientes e investidores
O veto à Ecomovi coincide com um cenário de juros elevados e maior aversão a risco, forçando investidores a reavaliarem a viabilidade de modelos que dependem de margens estreitas em antecipação salarial e microcrédito. A pressão regulatória também se alinha ao plano do Conselho Monetário Nacional de revisar requisitos de capital para IPs ainda em 2026, lembrando o aperto pós-crise bancária global de 2008, quando normas como Basileia III elevaram a barra de solvência no mundo todo.
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