A pedra camaleônica que ameaça o trono de rubis e safiras nos cofres de colecionadores
Zultanite – Extraída apenas nas montanhas de İlbir, na Turquia, a gema que muda de verde para rosa começa a chamar atenção não só de joalheiros, mas também de investidores em busca de ativos tangíveis diante da volatilidade global.
- Em resumo: a exclusividade de uma única mina e o rendimento de corte de até 3% tornam a zultanita uma das gemas naturais mais escassas do planeta.
Como a mudança de cor eleva o valor de mercado
A variação de tonalidade – conhecida como pleocroísmo – faz a pedra exibir verde-kiwi sob luz fluorescente e rosa-champanhe sob lâmpada incandescente. Esse efeito, raro até mesmo entre gemas nobres, vem impulsionando a demanda, segundo analistas citados pela Bloomberg, que apontam crescimento constante no segmento de pedras coloridas.
Rendimento de lapidação: apenas 2% a 3% do peso original permanece utilizável, ante 30% a 40% em safiras, o que restringe severamente a oferta final.
Escassez logística e pressão de preço: o efeito de uma única mina a 1.200 m de altitude
Operar em altitude aumenta custos de extração e transporte, enquanto a clivagem perfeita do diásporo exige mestres lapidários especializados. Essa combinação fez a gema entrar no radar de índices de luxo: o Knight Frank Wealth Report 2023 mostra que pedras preciosas coloridas avançaram 8% em valor no ano, superando ouro e imóveis de alto padrão.
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Crédito da imagem: Divulgação / BM&C News