Tecnologia de “ultrassom” submarino promete ampliar retorno bilionário
Petrobras – Em comunicado divulgado na última semana, a companhia confirmou que, junto com Shell, TotalEnergies, CNPC e CNOOC, destinará US$ 450 milhões ao maior projeto de monitoramento sísmico contínuo já realizado na indústria, com foco no campo de Mero, Bacia de Santos. O objetivo é aumentar o fator de recuperação de um dos ativos mais valiosos do pré-sal.
- Em resumo: investimento visa mapear em alta resolução a dinâmica de óleo, gás e água para puxar cada barril extra do reservatório.
Como o megamonitoramento pode turbinar o caixa da estatal
Segundo especialistas citados pela Reuters, cada ponto percentual a mais no fator de recuperação do pré-sal pode destravar dezenas de bilhões de dólares em receita futura. O levantamento 4D, comparável a um “ultrassom” do subsolo, repetirá aquisições sísmicas periodicamente, permitindo decisões de injeção de água ou gás quase em tempo real.
O consórcio estima que a iniciativa ampliará significativamente o fator de recuperação do campo de Mero, hoje projetado em cerca de 30%, nível já acima da média mundial para águas ultraprofundas.
Contexto: preço do petróleo, caixa robusto e meta de produção
O Brent oscila perto de US$ 90 desde março, reforçando a atratividade de extrair mais óleo sem perfurar novos poços. A Petrobras terminou 2023 com geração de caixa operacional de US$ 34 bilhões, espaço que facilita apostar em tecnologia de alto custo. Historicamente, cada grande campanha sísmica no pré-sal elevou a produção em 6 a 12 meses, encurtando o payback dos FPSOs instalados.
O que você acha? O aporte agressivo em monitoramento 4D tornará a Petrobras ainda mais lucrativa ou apenas compensará a natural queda de produção? Para mais análises sobre movimentos estratégicos das grandes petroleiras, acesse nossa editoria de Mercado Financeiro.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters – Sergio Moraes