Reconhecimento internacional pressiona preços e anima frigoríficos listados na B3
TasteAtlas — A carne mais simbólica dos churrascos nacionais ganhou holofotes ao aparecer em 15º lugar na lista dos 100 melhores pratos do guia gastronômico para 2025/2026, um feito que pode mexer tanto no bolso do consumidor quanto no valuation das grandes processadoras de proteína animal.
- Em resumo: Picanha supera dezenas de clássicos globais e reforça a imagem de qualidade da carne bovina do Brasil.
Corte premium pode turbinar as exportações de carne bovina
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a demanda externa por cortes nobres vem crescendo a dois dígitos ao ano. Esse selo de qualidade tende a fortalecer o marketing de marcas como JBS e Marfrig, que já miram consumidores high-end em mercados como EUA e Europa. Dados recentes da balança comercial, citados pela Reuters, apontam que a receita com embarques de carne bovina bateu recorde histórico, movimento que pode ganhar tração com a visibilidade extra.
“Com uma camada generosa de gordura e preparo simples, ela conquistou espaço não só no Brasil, mas também no exterior”, descreve o TasteAtlas.
Ganho de reputação também chega à bolsa de valores
Analistas destacam que a combinação de dólar firme e reconhecimento global favorece a margem de exportação de frigoríficos listados na B3. Um upgrade no branding da carne premium permite negociar cortes com ágio de até 20% nos principais hubs gastronômicos, tendência observada após premiações semelhantes em anos anteriores.
O que você acha? O selo internacional vai encarecer o churrasco ou impulsionar ainda mais o agronegócio brasileiro? Para mais análises sobre mercado e commodities, acompanhe nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Henrique Martin – g1