Diversificação pode acirrar a disputa no mercado de crédito privado
SRM – A gestora, que recentemente integrou a casa de análise Empírica ao seu portfólio, estreia no universo de debt capital markets mirando levantar R$ 500 milhões já no primeiro ano, movimento que promete pressionar taxas e ampliar a oferta de recursos para empresas médias.
- Em resumo: SRM passa de FIDCs para emissão de dívidas, administrando R$ 2 bilhões e mirando expansão agressiva.
Estratégia pós-aquisição: por que o DCM agora?
A compra da Empírica trouxe know-how em estruturação que faltava à SRM. Com isso, a gestora pretende originar debêntures, CRIs e CRAs, oferecendo distribuição própria e serviços de colocação junto a investidores institucionais. De acordo com dados da Bloomberg, o volume de emissões de dívida corporativa brasileira saltou 18% em 2023, indicando espaço para novos players.
A meta de R$ 500 milhões em captações até o fim do primeiro ciclo representa 25% do que o segmento de FIDCs multicedente movimentou em todo o último trimestre, segundo números da B3.
Impacto para empresas e investidores
Com a Selic estacionada em dois dígitos e a inadimplência corporativa ainda contida, emissores de médio porte buscam capital mais barato fora dos bancos. Ao entrar no DCM, a SRM pode oferecer títulos com prazos longos e remuneração indexada ao CDI, algo atraente para fundos de pensão que precisam casar passivos. Analistas lembram que, na última queda consistente da taxa básica entre 2017 e 2019, o spread de debêntures caiu quase 120 pontos-base, favorecendo quem se posicionou cedo.
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Crédito da imagem: Divulgação / SRM